Violeta de Outono (fevereiro/98)

Date sent: Mon, 23 Feb 1998 00:03:56 -0300
From: Fabio Golfetti <f.golfetti@invisivel.com.br>
Organization: Invisível
To: lanza@rockprogressivo.com.br
Subject: Re: Entrevista

RPB - Invisible Opera of The Tibet e o seu mais novo projeto? E o Violeta de Outono?

FG - Invisible Opera Co of Tibet, é na verdade um trabalho paralelo que eu tenho desenvolvido desde a gravação do álbum Em Toda Parte do VDO. O Violeta de Outono sempre se manteve ativo com algumas pausas. A maior foi durante o ano de 1993. Na época estive viajando pela Ásia e também trabalhando mais intensamente na gravação e divulgação do álbum Glissando Spirit

RPB - Como aconteceu este encontro com o Daevid Allen em 1992, na ocasião da ECO-92?

FG  - Eu havia entrado em contato com o Daevid em 1989 quando resolví pedir a permissão para usar o nome Invisible Opera por aqui. Na época quem fez a ponte foi a May East que estava morando em Londres e estava com um contrato com a gravadora inglesa AMP Records da qual o Daevid tinha um contrato também. Na Eco-92 aconteceu o Projeto Omame em Brasília dedicado as manifestações artísticas musicais ecológicas. Eu fui convidado e por tabela fiz o convite ao Daevid para juntarmos as IOCT. A idéia era fazer um show com as três Invisibles Operas que estavam rolando no momento, Brasil, UK e Austrália. Porém,  por problemas de verbas,  apenas veio o Daevid acompanhado de seus instrumentos e alguns tapes.

RPB - Quais sao os novos projetos para este ano? O que é a VoicePrint?

FG  - Invisible Opera Co of Tibet está ensaiando e montando um novo show com nova formação: Renato Mello, sax/teclados, Arthur Greig , bateria e Alge baixo além de mim. No repertório, estão composições do álbum Glissando Spirit recém lançado na Inglaterra pela gravadora Voiceprint além de alguns clássicos do Gong e algumas composições novas. A gravadora Voiceprint é uma das responsáveis pelo ressurgimento de alguns álbuns progressivos clássicos que andavam sumidos além de dar o apoio a muitos dos nossos mestres que foram praticamente esquecidos nos anos 80. (Anthony Phillips, Pete Sinfield, artistas de Canterbury, etc)

RPB - A tão esperada versao de Echoes nao aconteceu no Rio Art Rock Festival 97...

FG - Echoes foi a primeira música que o VDO ensaiou com o Fabio Ribeiro do Blesqui Zatzas. Inclusive foi um pretexto para nos juntarmos pois acho o som do Fabio veio dar um refresh e nos aproximou ainda mais do prog/psicodelismo.

RPB - O que acha da vinda do Pendragon ao Brasil? E sinal de um ressurgimento do rock progressivo de modo geral?

FG  - Apesar de não ser muito ligado no movimento neo-progressivo acredito que essas bandas tem o mérito de trazer para as novas gerações um foco para os clássicos do progressivo. Existe um grupo interessante no UK chamado Regenesis que não só toca músicas do Genesis como também se apresenta com as roupas e cenários originais.

N.RPB: - O Regenesis já tocou para platéias de 3.000 pessoas na Inglaterra.

RPB - Abracos progressivos e psicodélicos e não esqueça de visitar a página!

FG  - Obrigado igualmente, estarei assinando o livro!