CLEPSYDRA (fevereiro 98)

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From: "Andy Thommen" <info@clepsydra.ch>
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Subject: Clepsydra Interview
Date sent: Sat, 7 Feb 1998 12:47:36 +0100

RPB - Fears... Medo de quê? Fale-nos sobre o novo disco!

AT - Fears é uma coletânea de diversos sentimentos que tivemos durante a nossa época de faculdade. As diferentes músicas  descrevem diferentes situações como por exemplo a morte de um colega que nos deixou com dezesseis anos, ele morreu de leucemia, mas até o fim ele jogou golfe... esta é a historia de The Nineteenth Hole. Em Fear nós discutimos com pessoas religiosas e não religiosas sobre a vida eterna, algo sem fim depois de nossa morte... isto é algo que me assusta... você pode imaginar algo que dure para sempre? Em The Age Of Glass você pode encontrar a fragilidade da infância. Todas as músicas são sobre sentimentos da juventude...

RPB - Clepsydra é um nome exótico...

AT - Clepsydra é um termo grego que vem do prefixo "clep" e de   "hydra". É o termo grego para a palavra ampulheta, onde as primeiras ampulhetas eram preenchidas com com água e apenas os Romanos introduziram a ampulheta que era preenchida com areia.

RPB - Shows planejados?

AT - Sim, estamos para começar a nossa segunda excursão européia: Sexta 27.02.98 - Hellendoorn - Lantaarn - Holanda, Sábado, 28.02.98 - Kleve - Jugend- & Kulturzentrum Radhaus - Alemanha, Segunda 02.03.98 - Karlsruhe - Tempel - Alemanha, Terça, 03.03.98 - Lyon - Peniche - La Marquise - França, Quinta, 05.03.98 - Marseille - Centre culturel de la Barasse - França, Sexta, 06.03.98 - Barcelona - Mephisto - Espanha e Sábado, 07.03.98 - Bordeaux - Theolonius - França. Depois teremos um show na Suíça.

RPB - O que vocês conhecem sobre música brasileira?

AT - Não muito! Eu acabei de descobrir via Internet que também no Brasil há uma grande cena progressiva....

RPB  - O que banda acha que irá acontecer com o rock progressivo no próximo milênio?

AT - Já que os negócios na área musical estão se globalizando, quero dizer que você pode vender qualquer tipo de música pois para cada gênero há um público, e agora que as fronteiras geográficas estão sendo superadas pela comunicação global, internet, ... é por isso que acho que no próximo milênio será absolutamente a era da  cena musical independente,  e até os atuais top-40 (Michael Jackson, Sting, Collins, ...) terão que viver em seus nichos  com seus fanzines, seu próprio underground... Acho que a "undergroundelização" global será boa apenas para o underground do rock progressivo!

RPB - Até logo! Continuem progredindo! Uma mensagem para os fãs brasileiros!

AT - Obrigado! Espero que que a nossa música, agora que nós alcançamos a América do Sul, seja admirada pelos brasileiros, pois temos um pouco do "tempero" latino.. (moramos na parte sul da Suíça), a 10 minutos da Itália e falamos italiano!): Ciao!