Formado no inicio dos anos 90, o Anima
(atualmente Anima Dominum) surgiu a partir
da necessidade de um grupo de amigos de expressar musicalmente sua maneira de ver as
coisas, de expor suas idéias e sentimentos, sem se importar com modismos, tendências ou
estilos, buscando acima de tudo ser o mais sincero possível.
Assim, Zé Lima e Fred
partiram à procura de músicos capazes de viabilizarem o projeto. Muitas foram as idas e
vindas até que com David e Flávio o Anima realiza o
seu primeiro registro em CD através do grande amigo e incentivador Jorge Alegrio.
Devido à escassez de recursos, o primeiro trabalho teve de ser realizado em 16 canais e
50 horas, incluindo a gravação.
Depois de algum tempo e muitos shows, surge a
oportunidade da banda realizar, através de um selo especializado em Rock Progressivo, o
seu segundo disco. Muitos foram os contratempos surgidos ao longo deste trabalho, tendo
sido a sua conclusão creditada única e exclusivamente a determinação de seus
integrantes. Para a finalização do projeto (abalados com a saída prematura de David)
a banda convidou o baixista Cláudio Cepeda, que com muita vontade e
afinidade (além de um grande talento), conquistou definitivamente o seu lugar na banda.
Vieram os shows e junto com eles novos problemas. Flávio
Araújo foi obrigado a abandonar a banda para dar seqüência a seus estudos de
arquitetura, levando o Anima à nova procura. Até que de Nova York Ricardo Lima
acenou com a possibilidade de enganjamento. Assim, com a alma revigorada, a banda partiu
para realizar o seu terceiro trabalho.
Essa experiência nos colocou durante meses em total
reclusão, onde foi possivel reavaliar os passos dados ao longo do caminho e a definir os
novos rumos desse caldeirão musical motivado com a presença dos dois novos integrantes.
Pautado no livro de Umberto Eco (O
Nome da Rosa) novas composições deram forma às ideias que foram compiladas no
terceiro disco intitulado The Book of
Comedy.